Geisy não tardará a posar para a playboy.
Tem todo o direito, além de ganhar uns trocados da universidade troglodita que a expulsou, sim, já sei que voltaram atrás, sou super a favor que ganhe mais uns caraminguás, mostrando o corpinho na revista.
E já estou vendo a hipocrisia de volta: aqueles que agora a defendem ardorosamente vão dizer que era o que faltava, que ela está se aproveitando, vai chover moralismo. Ué, mostrar na universidade pode e na revista não?
Geisy, se te convidarem, aceite; não dê bola para ninguém e fature os seus trocados, a periquita é sua e de mais ninguém, faça dela o que achar melhor.
Eu não comprarei a revista, claro está, mas te apoiarei incondicionalmente. Meu apoio é tanto que te darei de graça uma diquinha, faça um regimezinho antes, pelas fotos, e você está em todas, nota-se que você está um pouco gordinha. Nada grave, mas está sim.
(Mulhera não quer criar caso com ninguém, exceto com os carolas e direitistas, então vou explicar: não acho absolutamente que ser gorda ou gordinha seja um problema, mas é que nunca vi nas páginas, melhor dizer capas, da playboy nenhuma gordinha, então vamos ser práticas, é disso que se trata, fui clara)
Nada que umas folhas de alface e litros de chá verde por uns dias não resolva. Boa sorte.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Playboy
Palco
"Subo neste palco, minha alma cheira a talco..."
"E caio!", poderia dizer caetano, coitado, caiu mais uma vez, sim, de novo, está lá, no youtube.
Juro, mas juro por deus, e todos os santos, incluindo Santo Antônio, de quem sou devota, que não tenho nadinha com isso.
Mulhera é sensível e não é vingativa, fiquei só no nojinho mesmo. E acredite quem quiser.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Sampa II
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sampa
Duas ou três coisas sobre São Paulo, não sei vocês, mas eu simplesmente adoro.
Se o país realmente crescer 5% ao ano daqui para a frente, vai ser preciso construir urgente outro Congonhas, está superlotado, a reforma mal acabou e fiquei 15 minutos na fila do táxi. Uma estação de metrô seria a perfeição.
Para os jornais paulistas não existe prefeitura; é incrível, parece que não há mais, não há notícias sobre a cidade em si, só havia quando a Marta era a prefeita, vocês entenderam. Ah, essa mídia...
Os restaurantes de SP continuam ótimos, mas os preços estão nas nuvens e tenho a impressão que como melhor na minha casa, quando eu mesma cozinho, claro. Pretensão, dirão alguns, não me importa, adoro meu fogão, minhas panelas e minha comida. E sou de uma modéstia só.
Vi um filme ótimo, chamado Carmo, estava na Mostra de Cinema de SP. Incrível como o público de festival é igual em todos os cantos do mundo, incrível. É a história de um contrabandista paraplégico e uma moça sem futuro na fronteira do Brasil com o Paraguai. Assistam.
Assisti ao extraordinário show do Chitãozinho & Xororó na Sala São Paulo com a Orquestra Bachiana Filarmônica, regida pelo maestro João Carlos Martins. Se me permitem o trocadilho, foi um chororô do começo ao fim, lindo, extraordinário, maravilhoso; eu, que não creio em nada, chorei quando Xororó cantou a ave maria de Gounod. Já deve estar no youtube.
Podem ficar com inveja, pois ter um amigo como J.P. na cidade de SP é um bálsamo, uma alegria; e não me venham dizer que a frase está desgastada, não está, ele é um príncipe!
Por fim, tive a desagradável surpresa de encontrar o caetano num restaurante; a minha vontade era ir lá e chamá-lo de imbecil. Nada fiz, sou educada, fiz só cara de nojinho, a mim bastou.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
caetano
"Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla. É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro".
Coitado do caetano, tenho pena, já foi tão inteligente.
(a grafia em letra minúscula não é erro, é cópia descarada de Saramago, que Mulhera tem o orgulho de tentar imitar)
Contardo Calligaris
sábado, 31 de outubro de 2009
Saci
Acalmem-se os meus três ou quatro leitores direitistas, desta vez não falarei sobre a parcialidade vergonhosa com que ela, falo da mídia, trata o governo Lula; deixarei isso para os historiadores.
Desta vez falarei sobre mais prosaico assunto: a festa de Halloween ou Dia das Bruxas, comemorada hoje, e que o Brasil, pouco a pouco, está importando dos EUA. Como sabemos todos, o Brasil importou e importa dos EUA uma variedade enorme de coisas e costumes, a avassaladora invasão da música, do cinema hollywoodiano, as idéias econômicas, que tanto mal causaram ao país, os tênis nike, as roupas CK e DKNY, os jeans, o que seríamos sem eles, meu deus, os computadores Dell, o iPod, o iPhone, este último eu ainda vou comprar, pois Lúcio Lasca o Léxico mostrou como ele pode ser útil, em suma, uma enormidade, e toda uma ideologia neles instalada, claro está. Curiosamente, nada disso causa temor e estranhamento à nossa mídia.
Mas agora, vejam só, ela deu para implicar com o Halloween. Inventou o Dia do Saci, da Cuca, e as colunas estão recheadas de notas desancando a festa americana. Súbito, foram tomados de amores pelo Saci, e pelo espírito, ainda vivente, do Ariano Suassuna, que tem horror a tudo que vem de fora, ele vive de linho, uma graça.
Se querem saber, jamais vou me fantasiar de bruxa, jamais enfeitarei a minha casa com abóboras e velas, jamais sairei pedindo balas na vizinhança, mas não vejo problema algum em a festa por aqui deitar raízes, quem quiser comemorar as bruxas que o faça em paz, o mundo é uma bola.
Coisa mais ridícula, só porque é moda, forçar uma data que ninguém sabe o que é, ninguém jamais comemorou, o Saci é bonitinho, a Cuca não, é muito feia, mas convenhamos, exclusivamente para se contrapor à outra, não dá, eu não tenho paciência.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Armário
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Vento
Tive medo, eis que o ranger das paredes de madeira e a água do Lago Pehoé se levantando em ondas e redemoinhos brancos de água vaporizada (a foto daí de cima mostra o fenômeno), pareciam demonstrar que em breve tudo se ia levantar. Sairíamos voando junto com o vento, sabe-se deus para onde, meu sangue a manchar de vermelho as águas da Patagônia, tragédia, manchetes, a imaginação humana não falha.
Nada aconteceu, porém; além do medo, que me deixou insone, tudo o mais permaneceu estável, onde sempre esteve, nada voou, ninguém morreu, nada estragou, nada, na manhã seguinte, o lago era uma lagoa, sereno e já limpo, as Torres Del Paine no lugar de sempre, por mais força que tenha o vento, nem ele consegue mover uma montanha, isso é tarefa para outros.
Tive medo, mas agora, depois de passado, falamos do medo, posso dizer sem qualquer medo (quanto medo, meu deus) de parecer piegas, o vento patagônico, como toda a Patagônia em si, são lindos.
